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A importância do engenheiro ambiental na gestão municipal é destaque em Seminário

Engenheiros ambientais, consultores ambientais, estudantes bem como representantes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Espírito Santo participaram do seminário que expôs as atribuições do engenheiro ambiental. A “Atuação do Engenheiro Ambiental nas Prefeituras Municipais” abordou os benefícios ambientais, sociais e financeiros que é admitir esse profissional nos municípios do Estado.

O evento que aconteceu no dia 25 de julho, no auditório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES),  foi uma realização da Associação dos Profissionais de Engenharia Ambiental do Espírito Santo (Apea-ES). Além do Crea-ES, teve apoio da Mútua/Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea-ES assim como a Federação Nacional das Associações de Engenharia Ambiental e Sanitária (FNEAS).

O diretor da Apea-ES, engenheiro ambiental Filipe Machado, considerou a ocasião um marco para a engenharia ambiental no Estado. Segundo ele, a engenharia ambiental é a engenharia do presente e, por isso, é necessário salientar a importância do profissional tanto para o Estado, quanto para a sociedade. “Quando se pensa em licenciamento ambiental e gestão ambiental, se pensa em engenheiro ambiental”, disse.

Ademais, o diretor da Apea-ES destacou ainda o resultado final de um grupo de trabalho da associação, visto que se trata do alinhamento com os municípios para analisar a atuação dos profissionais. “Nós levantamos a situação do engenheiro ambiental em cada prefeitura e mapeamos o Estado para identificar os engenheiros no quadro de gestão. As que não possuem, entramos em contato para explicar a importância de ter tal profissional”, explicou.

Perfil

Para dar início aos assuntos em pauta, o subsecretário de Estado de Articulação Regional e Desenvolvimento Sustentável, Elber dos Reis Tesch, comentou sobre o cenário atual do Estado. O subsecretário acredita que este é um momento de capacitação das equipes municipais para assumirem demandas de gestão ambiental, licenciamento e fiscalização. Diante disso, o engenheiro ambiental é o profissional que apresenta um perfil compatível ao mercado.

Segundo Elber dos Reis Tesch, o perfil mínimo exigido para assumir uma equipe de licenciamento é um conhecimento socioeconômico, de meio físico e biótico. Embora existam profissões específicas, o engenheiro ambiental é capaz de abranger essas três áreas. Com isso, ele consegue ser um profissional com o perfil completo para assumir vagas que estão surgindo nos municípios. “Eu vejo um momento muito favorável pra inserção dos engenheiros ambientais no mercado, no governo, na gestão ambiental pública”, manifestou.

Ademais, o subsecretário destacou que o Crea-ES é um Conselho de referência. À medida que se relaciona com os profissionais, possibilita suporte aos novos engenheiros. “O Crea tem o papel de ponte. Ele estreita o relacionamento entre os profissionais”, declarou Elber dos Reis Tesch.

Palestras

A programação do evento abrangia diversas palestras. Entre os temas em debates, os palestrantes abordaram práticas, técnicas, bem como problemas e soluções que podem ser aplicadas pelos engenheiros ambientais.

O gerente de controle e licenciamento de saneamento, infraestrutura e mineração do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IEMA), engenheiro ambiental Éder Framil, ministrou a palestra “Municipalização do licenciamento – Impactos positivos, negativos e seus desafios”.

Na ocasião, o engenheiro fez questão de pronunciar que eventos como esse são oportunidades de aprendizado, de conhecimento das rotinas e dos desafios que existem. “Apesar dos grandes desafios, é preciso mostrar que o engenheiro ambiental é um profissional importante para a construção de soluções”, expressou.

O consultor em sustentabilidade, engenheiro ambiental Gustavo Coser, palestrou sobre a “Relação do consultor ambiental com as prefeituras, desafios e soluções”. De acordo com ele, boa parte dos desafios do engenheiro ambiental está ligado ao próprio profissional. Desse modo, não está relacionado ao meio ambiente assim como as prefeituras municipais, mas com a atuação. “Precisamos entender quais são os desafios e as soluções para alcançar o sucesso profissional”, comentou.

O diretor da Apea-ES, engenheiro ambiental Giuliano Battisti, também esteve presente no evento para palestrar sobre a “Atuação de Engenheiros  Ambientais nas Prefeituras como ferramenta de Gestão Ambiental”. Além de ter abordado sobre as atribuições e as atividades que os engenheiros desenvolvem normalmente na secretaria de ambiente, o diretor da Apea-ES classificou as três formas fiscais de ser contratado. “Para trabalhar dentro dos órgãos públicos, há três processos de escolha: concurso público, processo seletivo ou cargos comissionários”, anunciou.

Lara Mireny

Comunicação Crea-ES

http://www.creaes.org.br/creaes/PRINCIPAL/tabid/55/ctl/Details/mid/402/ItemID/7523/Default.aspx

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