Menu fechado

Criação do Programa Mulher do Sistema Confea/Crea é aprovada em plenário

Mapeamento da atuação de mulheres em todo o Sistema Confea/Crea e Mútua, reflexões sobre a gestão do tempo da mulher e a instituição do Dia da Mulher na Engenharia são algumas das ações previstas no Programa Mulher do Sistema Confea/Crea e Mútua, aprovado por unanimidade pelo Plenário do Confea na manhã desta sexta-feira, 30/8.

O objetivo do Programa é contribuir para que o país alcance a igualdade de gênero e empodere mulheres e meninas, meta preconizada pelo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nº 05 da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

Eng. eletric. e seg. trab. Fabyola Resende, gerente de Relacionamentos Institucionais do Confea

À frente dos trabalhos que resultaram na elaboração do Programa, a gerente de Relacionamentos Institucionais do Confea, eng. eletric. e seg. trab. Fabyola Rezende, se emocionou ao agradecer os presentes pela aprovação e apoio à iniciativa.

“O Programa foi construído por todo o Brasil, junto às entidades de classe, ao setor empresarial, a parlamentares e à sociedade civil”, disse, antes de ressaltar que o Programa tem caráter técnico, suprapartidário. “O desafio principal foi buscar o consenso entre as diversas entidades pelo Brasil”, comentou. “Foi um trabalho muito rico, emocionante, prazeroso e compensador”.

De acordo com o presidente do Confea, eng. civ. Joel Krüger, o Programa servirá para dar unicidade às ações, mas essas deverão ser efetivadas de maneira descentralizada, por meio das câmaras especializadas e das entidades não só nacionais, mas também as regionais.

“Não é um programa acabado. É dinâmico. As contribuições e boas práticas serão incorporadas ao longo das atividades. A ideia é que as ações sejam incentivadas em todos os ambientes do Sistema Confea/Crea e Mútua, sempre respeitando a autonomia de cada ente”.

Com 16 ações práticas específicas (listadas abaixo), o Programa Mulher do Sistema Confea/Crea buscará fomentar a elaboração de políticas atrativas para mulheres engenheiras, agrônomas e da área das geociências dentro das diversas entidades de classe e Conselhos Regionais, a fim de ampliar a participação feminina de forma protagonista em todas as esferas do sistema profissional.

Ações do Programa Mulher do Sistema Confea/Crea:

  1. Aprovar o dia 23 de junho como a data oficial do Sistema Confea/Crea da Mulher na Engenharia;
  2. Ampliar e fortalecer as ações parlamentares junto à Bancada Feminina da Câmara dos Deputados e Senado;
  3. Incentivar a promoção de eventos e seminários com foco na mulher enquanto profissional do Sistema Confea/Crea;
  4. Incentivar a promoção da valorização e o reconhecimento da contribuição das mulheres em todas as esferas do Sistema Confea/Crea e entidades de classe;
  5. Atuar de forma a manter o Selo Equidade de Gênero do Confea, bem como fornecer diretrizes necessárias para que os Creas, que desejarem, possam aderir ao programa Pró-Equidade de Gênero e Raça da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres da Presidência da República;
  6. Incentivar a promoção anual de Encontros Nacionais das Mulheres do Sistema Confea/Crea, que poderão ocorrer anualmente, e preferencialmente durante os eventos calendarizados do Confea, a exemplo do Encontro de Líderes do Sistema Confea/Crea e da Semana Oficial de Engenharia e Agronomia;
  7. Incentivar a promoção de encontro com as mulheres das entidades que compõe o CDEN, uma vez que será de vital importância o debate com o intuito de sensibilizar sobre a raiz do problema das entidades que não indicam mulheres para os Conselhos. Este encontro deverá ocorrer anualmente, e preferencialmente durante os eventos calendarizados do Confea, a exemplo do Encontro de Líderes do Sistema Confea/Crea e da Semana Oficial de Engenharia e Agronomia;
  8. Incentivar a promoção anual do Encontro Nacional das Coordenadoras dos Comitês Mulheres dos Creas, de modo a promover debates e fornecer diretrizes para que todos os Creas, que tenham interesse, possam implantar o Comitê Mulher em seu respectivo regional;
  9. Promover, anualmente, a manutenção do projeto “Mapeamento da participação feminina dentro do Sistema Confea/Crea”, através da atualização de dados enviados pelos Conselhos Regionais;
  10. Incentivar a promoção de palestra com o tema “Assédio Sexual e Moral” nos Creas;
  11. Incentivar a promoção de palestras sobre a “Gestão do Tempo da Mulher” nos Creas e entidades de classe;
  12. Incentivar palestras sobre Equidade de Gênero na posse de Conselheiros Federais no Confea e na posse dos Conselheiros Regionais nos Creas;
  13. Incentivar a promoção de ações de combate ao machismo na política institucional do Sistema Confea/Crea, como trabalhar entre as funcionárias e funcionários do Sistema o tema através de campanhas, promoção de diálogos e atividades sobre o tema;
  14. Incentivar a promoção de campanhas como “Confea sem Machismo”, “Engenharia sem Machismo”, “Sistema Confea/Crea contra o Feminicídio”, dentre outros, nos grandes eventos do Confea como a Soea e Encontro de Líderes e incentivar que os Creas reproduzam as campanhas em seus eventos regionais;
  15. Buscar o aumento de, no mínimo, 10% das taxas de participação das mulheres como Conselheiras nos Creas em relação a 2018;
  16. Estimular a formulação e difusão de dados e indicadores da participação da mulher dentro do Sistema Confea/Crea através do projeto “Mapeamento Feminino dentro do Sistema Confea/Crea”.

Manifestações

Ao parabenizar a proposta, o conselheiro federal eng. eletric. Modesto dos Santos sugeriu que, quando for discutida a federalização do Plenário do Confea, inclua-se o debate sobre a criação de cotas que predefinam um número mínimo de conselheiras mulheres no Plenário. “Precisamos disso se quisermos cumprir a Agenda 2030, se quisermos colocar em prática o ODS 5”, afirmou, antes de destacar que o Crea-RN – Regional que presidiu entre 2012 e 2017 – já teve três presidentes mulheres, entre elas a que assume o presente mandato. “Com certeza o Rio Grande do Norte está na vanguarda de mulheres engenheiras em cargos de liderança”.

Ao lamentar a ausência de mulheres na composição do Plenário, o conselheiro federal eng. civ. Carlos Vilhena destacou a importância de o Programa não ficar limitado ao Cden, mas que tenha efetiva participação das entidades de classe regionais.

O conselheiro federal eng. agr. Annibal Margon, que estimula a participação das mulheres nas entidades e nos conselhos desde que começou sua atuação no sistema profissional, disse enxergar a criação do Programa como uma “grande evolução”. O conselheiro federal eng. eletric. Inarê Poeta também parabenizou a iniciativa e ressaltou a importância de o Confea participar dos eventos que discutem a Agenda 2030.

Presente à Plenária, o presidente do Crea-SE, eng. agr. Arício Resende Silva, destacou o trabalho do Agromulher, fórum de troca de informações sobre o agronegócio composto por engenheiras agrônomas, produtoras rurais e demais profissionais do setor. “O grupo tem mais de 20 mil interessados nas redes, entre homens e mulheres, e vem crescendo. É uma cadeia interessante que desperta interesse em nível nacional”, comentou.

Fonte: Beatriz Craveiro
Equipe de Comunicação do Confea
Fotos: Marck Castro/Confea

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *