JÁ BAIXOU O APLICATIVO ENGENHARIA AMBIENTAL APP?

O APP está disponível para Android e iOS, e tem como objetivo promover a valorização da atuação profissional e fiscalização das atividades de engenharia, fornecendo ferramentas digitais e/ou online.O projeto foi elaborado e desenvolvido pela APEAM em parceria do Crea-PR.

O aplicativo busca promover a interação entre os profissionais da categoria no Estado, e aperfeiçoar sua relação com o Sistema CONFEA/CREA. Dentre os objetivos da fiscalização do CREA-PR, está a área de proteção do meio ambiente e do próprio homem – defender o uso racional de produtos e serviços visando proteger a sociedade, os trabalhadores e o meio ambiente – que está diretamente relacionada com a área de atuação do Engenheiro Ambiental.

Neste contexto as ferramentas disponíveis são:

  • Receber e encaminhar denúncias vinculadas aos objetivos da fiscalização do CREA-PR, de modo a ampliar os canais existentes no âmbito do sistema CONFEA/CREA;
  • Divulgar legislação, notícias, código de ética do Sistema CONFEA/CREA;
  • Instruir os profissionais para preenchimento de ART e Acervo Técnico;
  • Divulgar notícias, eventos e cursos da área; – Divulgar atividades de interesse da engenharia ambiental e criar canal de interação entre os profissionais engenheiros ambientais.

Baixe agora na Google Play ou Apple Store, e faça seu cadastro para receber novidades em breve!!!

Link: https://play.google.com/store/apps/details?id=software.azteca.apeam.sc

Palestra: Arqueologia no Licenciamento Ambiental e Urbano (IPHAN)

A palestra sobre Arqueologia no Licenciamento Ambiental e urbano visa oportunizar aos Engenheiros Civis, Ambientais, Geógrafos, Agrônomos, acadêmicos, bem como servidores públicos municipais, estaduais e federais de órgãos de licenciamento ambiental e ordenamento territorial, os procedimentos quanto a Instrução Normativa n° 001/2015 do IPHAN que implicam no licenciamento ambiental dos setores industriais, elétricos, da construção civil e do parcelamento do solo urbano e rural.

A temática foi proposta pela Associação dos Geógrafos Brasileiros Região de Maringá – AGB/RM, que conta com a parceria da Associação Norte Paranaense dos Engenheiros Ambientais – ANPEA na organização e realização da palestra.

Os conteúdos serão apresentados por profissionais Geógrafo e Arqueólogo do setor de Arqueologia da URBEvital no dia 11/12/2019 das 9 às 12hs no auditório da Regional de Londrina do CREA-PR. Ainda, o evento conta com o apoio do CREA-PR, da MUTUA-PR, da Associação Paranaense dos Engenheiros Ambientais – APEAM , da Associação Profissional de Geógrafos do Estado do Paraná – APROGEO/PR.

Em tempos que mobilizar atores sociais para troca de experiências interpessoais e presenciais está cada vez mais complexo, parcerias como as da palestra de Arqueologia no Licenciamento Ambiental e urbano, trazendo um tema transversal e multidisciplinar, demonstra a necessidade em que o associativismo tem de se reinventar e trabalhar integrado em prol da formação e consolidação de seus profissionais.

A integração e troca de conhecimento e experiências entre as entidades e os profissionais das mais diversas áreas das Engenharias, Agronomia e Geociências fortalece cada vez mais o sistema CONFEA/CREA/MUTUA, conselho de suma importância para a garantia dos direitos dos profissionais e dos cidadãos.

O entrosamento das entidades é possível através de programas desenvolvidos pelos Colégios de Entidades Regionais – CDER de cada um dos CREA’s das unidades da federação, onde são discutidos modelos de sustentabilidade econômica e intercâmbio de experiências das entidades, além de agenda parlamentar.

O CREA-PR em conjunto com o CDER-PR trabalha forte na sustentabilidade das entidades através do seu Programa de Sustentabilidade das Entidades de Classe – ProEC e com o Prêmio CREA de Qualidade – PCQ, para o coordenador do Colégio de Entidades de Classe (CDER), geógrafo Danilo Giampietro Serrano.

“ as entidades de classe tem que mergulhar na inovação tecnológica, através de estruturas disruptivas, melhorando os processos, muitas vezes com ideias simples, o que estão totalmente relacionado com o trabalho e o dia a dia das entidades e de seus profissionais”

Audiência pública debate a PEC 108/19 na Câmara dos Deputados

Com a participação de lideranças de dezenas de conselhos de profissões regulamentadas, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados promoveu, nesta terça (5), uma audiência pública para tratar da Proposta de Emenda Constitucional nº 108/2019. O presidente do Confea, eng. civ. Joel Krüger, sintetizando o posicionamento dos conselhos profissionais representados, afirmou que “não podemos reduzir nossa história a uma política liberal de simplesmente desregulamentar as nossas profissões”.

Presidente Joel na audiência da CCJ.

Joel continuou a tratar sobre a impossibilidade de atribuir caráter privado aos conselhos profissionais. “A Lei 9649/1998 já tentou tratar disso, e o STF colocou que não é possível, em face do ordenamento da Constituição, a delegação a uma entidade privada de atividade típica de Estado e ainda a ADI 1717/1998 esclareceu que os conselhos não podem ter caráter privado. Entendemos que a PEC não tem amparo na nossa Constituição”, apontou. “Se ficarmos como de direito privado, como as associações, teríamos um outro modelo.

O Ministério deseja a desregulamentação das profissões ou quer um outro modelo?  Se ele quer outro modelo, podemos discutir modelos como o das organizações norte-americanas, com registros em cada estado. Mas me parece que se deseja apenas uma mera desregulamentação dos nossos sistemas profissionais”, afirmou, ponderando a possibilidade de discutir um texto alternativo, desde que fosse mantida a natureza jurídica de direito público. “Com a manutenção do pessoal celetista, a manutenção do poder de polícia, a obrigatoriedade do registro, obrigatoriedade da natureza tributária das anuidades e taxas, a manutenção das fiscalizações do TCU e CGU, das legislações atuais e da imunidade tributária”, ressalvou.

Em decorrência da grande quantidade de representantes, a audiência foi dividida em duas mesas, onde foi enfatizada a inconstitucionalidade da PEC e a importância dos conselhos em defesa da sociedade.  A audiência foi conduzida pelo deputado Leo Morais e pelo relator da PEC, Édio Lopes. “Esse é o local adequado para o debate”, declarou Léo Morais (Podemos-RO).

Já o relator Édio Lopes (PL-RR), argumentou que a sociedade requer aperfeiçoamentos dos instrumentos legais atuais.  “Essa casa não se posicionará contra o exercício pleno das profissões. Mas precisamos entender que, quando ouvimos falar de inconstitucionalidade plena da proposta, não podemos aceitar totalmente. Nenhuma instituição do Estado Democrático de Direito pode ter poderes delimitados. Mas alguns conselhos extravasam o limite das suas competências e do bom-senso”, sugeriu.

Atuação do Confea

Joel apresentou uma palestra em torno das consequências da PEC, ressaltando a importância do exercício das atividades da Engenharia, da Agronomia e das Geociências, apresentando números dos profissionais registrados, incluindo os profissionais técnicos agrícolas. “Nós respeitamos todos os profissionais, sem distinção se são de nível médio ou superior. Temos 477 profissionais por habitante, número muito baixo em relação aos países desenvolvidos. Mesmo assim, dispomos de 575 inspetorias em todo o Brasil, fazendo atendimento à sociedade, além de 265 mil empresas com registro e, apenas em 2018, 532 mil fiscalizações realizadas, que percorreram mais de 8 milhões e 50 mil quilômetros rodados. Mais de um milhão e novecentos mil atendimentos, protocolos e serviços foram prestados e mais de 4 milhões e seiscentas mil Anotações de Responsabilidade Técnica emitidas”, descreveu.

Presidente Joel na audiência da CCJ.

Veja as fotos da audiência na CCJ sobre a PEC 108/19

Representatividade 

Na mesa inicial, o Presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Cofito-DF), Bruno Metre Fernandes, ressaltou que o poder de polícia no Brasil não pode ser flexibilizado. “Os conselhos têm poder de polícia. Se muitas profissões cresceram, cresceram pela natureza jurídica pública e de interesse público dos conselhos profissionais. Nossos fiscais são concursados, têm atividades típicas específicas de polícia administrativa. Há uma falta de entendimento da natureza que o conselho representa, nós defendemos a profissão e não o profissional, por isso não dá para fazer a correlação com os sindicatos. Não é essa a solução. O parlamento tem que aprimorar a integração com toda a administração pública para que possamos dar ainda mais resultados para a sociedade. O nosso é um modelo tipicamente brasileiro e exemplar”.

Já o presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci), João Teodoro da Silva, considerou que os conselhos profissionais são entidades que disciplinam as classes que congregam, diferentemente dos sindicatos. “Os conselhos têm que proteger a sociedade dos ilegais que se passam por profissionais, com poder de polícia, o que não pode ser oferecido a entes de natureza privada. A solução passa longe de enquadrar os conselhos como entidades de direitos privados, eles são autarquias destinadas à defesa da sociedade, com reconhecido poder de polícia. A PEC é indiscutivelmente inconstitucional por ferir cláusula pétrea da nossa Carta Magna. A única questão a ser tratada por PEC seria o regime jurídico dos empregados dos conselhos”, afirmou.

Constitucionalidade dos conselhos profissionais

Presidente da Associação Nacional dos Advogados Procuradores das Ordens e Conselhos de fiscalização (Anaproconf), Jonathas Francisco Charles considerou que a Constituição já traz a liberdade de exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, sendo inconstitucional o artigo 174 A e B, que comenta que os conselhos seriam convertidos em entidades privadas. “O TCU, em acórdão recente, também enquadrou os conselhos como autarquias federais. Isso está consolidado também na doutrina. A jurisprudência entende que o regime é o RJU. O STF já decidiu também que cargos com poder de polícia sejam estatutários”, disse, defendendo ainda a possibilidade de criação de uma agência para reunir as atuações dos conselhos profissionais, com base nas orientações de recente acórdão do TCU 1925/2019.

O Presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Rogério Giannini, também explicitou seu posicionamento contrário à PEC 108. “Os conselhos prestam serviços inestimáveis à sociedade. Dizemos aos profissionais e à sociedade as práticas legítimas e as ilegítimas. Também nos colocamos como fontes permanentes de boas práticas, de capacitação contínua”. Os conselhos servem antes de tudo para proteger a sociedade, acrescentou. Para ele, a PEC 108/2019 “transfere para a lógica do mercado o exercício e a regulamentação dos direitos e deveres profissionais. Trata-se de uma suposta liberdade que representa o total abandono das diretrizes profissionais, deixando a sociedade sem proteção para a imperícia. Oneraria o poder público, levando a uma tendência de criminalização das faltas profissionais. Há um potente incentivo à judicialização dos processos éticos”, enfatizou, considerando ainda que hoje as anuidades têm natureza tributária.

Anuidade e orfandade 

Já o presidente da Comissão de Legislação do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Ticiano Figueiredo de Oliveira, comentou que a entidade tem trabalhado para que se limite o número de faculdades abertas, promovendo-se, de fato, uma regulamentação desse mercado para que se preste um serviço “decente” à sociedade. “E a anuidade é uma forma de regulamentar a profissão. Sem ela, as atividades essenciais podem ficar carentes de fiscalização. Nós brigamos para manter o exame de Ordem, mantendo a regulamentação profissional, e não meramente obtendo recursos. Essa judicialização traria danos econômicos à União”.

Advogado do Conselho Federal de Medicina (CFM), Francisco Camargo ratificou que o exercício profissional é livre, salvo onde há risco para a sociedade, conforme define o texto constitucional. “Entendemos que a PEC leva os conselhos ao âmbito profissional, reconhecendo sua importância, mas entendemos a natureza jurídica de direito público dos conselhos”, expôs.

“O que interessa nesse debate é a orfandade a que a PEC condena os brasileiros, ao ficarem sem profissões regulamentadas”, ponderou o Presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/BR), Luciano Guimarães. “Nossas atividades têm transversalidades entre si. Não se pode admitir que as atividades dos conselhos sejam submetidas a agentes privados, com interesses particulares. Sem a efetiva fiscalização, as vidas dos cidadãos estariam em risco”.

Público presente à audiência.

Do Império Romano ao Brasil atual

Também advogado, o representante do Conselho Federal de Enfermagem (Confen), Alberto Cabral, discorreu historicamente sobre a criação dos conselhos profissionais, remontando às atividades exercidas desde o Império Romano. “A sociedade entende a continuidade desses grupos para a defesa dela mesma. Se não, estas corporações já seriam extintas, e elas não foram, foram aperfeiçoadas, desde a criação da OAB e outros conselhos. São entidades provadas no âmbito do seio profissional como entidades necessárias para a prestação de serviços importantes. A Lei 9649/1998 mudou a natureza jurídica dos conselhos, mas essa realidade durou alguns meses, depois que a ADI arguiu sobre a natureza jurídica, decidida pelo STF, em compreensão mantida até hoje”, discorreu.

Secretária adjunta de Gestão do Ministério da Economia, Elise Gonçalves, fez alusões a alguns trechos da PEC, considerando que seu objetivo é pacificar, esclarecer e uniformizar os entendimentos sobre a natureza jurídica dessas entidades que atuam fora da estrutura do Estado. “Se o fizessem na estrutura do Estado, não teria esse alcance. Reconhecemos que a regulamentação das profissões é importante para a proteção da sociedade. A medida visa trazer organização jurídica para que os conselhos se autorregulem, conforme achar melhor fazer, atendendo requisitos legais. A PEC está em conformidade com vários requisitos constitucionais”, disse, afirmando que deseja que a autonomia dos conselhos permaneça. “Os funcionários não são estatutários porque essa não é uma estrutura da máquina do Estado. Dizer que é de Direito Privado apenas esclarece essa natureza. Os conselhos vão poder continuar aplicando sanções. Isso está consignado no texto constitucional. A PEC não revoga leis anteriores. A PEC dá transparência. A regulamentação das profissões será feita pela sociedade por meio dos seus representantes nesta casa. Não vai abolir direitos, pelo contrário, preserva direitos”, sugeriu a representante do ministério da Economia.

“Se você deixa a inscrição ao bel-prazer dos profissionais, você não dá condições de os conselhos se manterem. A atuação dos conselhos protege a sociedade, ou então, o estado vai ter que assumir o processo de fiscalização. Hoje, os conselhos são custeados pelos profissionais que impedem a atuação dos maus profissionais e promovem os processos éticos e a formação das profissões. Quem vai assumir essa função, se os conselhos estiverem sem condições de sobrevivência? Portanto, essa PEC é inconstitucional e tem que ser derrotada nesta comissão. O STF, a quem cabe interpretar a Constituição, disse que é função do Estado regulamentar as profissões. Portanto, isso já foi devidamente regulamentado. E além disso, ela fere uma cláusula pétrea, os direitos e garantias da sociedade, que são princípios que atravessam toda a Constituição. Os conselhos protegem a vida, portanto, atendem ao que a Constituição exige”, apontou a deputada Érika Kokay (PT-DF), sintetizando o posicionamento de outros parlamentares.

Assista ao vídeo da audiência:

Fonte: Texto publicado no site do CONFEA.

Engenharias serão estratégicas em ações da ONU sobre sustentabilidade e inclusão

Uma série de entendimentos globais com o objetivo de melhorar a qualidade de vida, proteger recursos naturais, gerar emprego e renda, além de começar a reverter os efeitos do aquecimento do planeta estão envolvendo os setores das engenharias.

O presidente do Confea, engenheiro civil Joel Krüger| Foto: Divulgação Confea/Crea.

Como são profissões que têm atuação estratégica no desenvolvimento dos países, as engenharias estão sendo encaradas como peças-chave para conquistar os resultados planejados.

A Organização das Nações Unidas (ONU) é a grande incentivadora das ações, nas quais as engenharias estão sendo chamadas a participar em projetos como a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs).

A agenda tem a finalidade de garantir um crescimento sustentável nas próximas décadas. Já os ODSs são compostos por 17 objetivos que miram na redução das desigualdades, defesa do meio ambiente, igualdade, uso racional dos recursos naturais e propagação da paz.

No Brasil, organizações da sociedade civil já estão se mobilizando para colocar em prática as pautas defendidas pelos ODSs. Uma delas é o Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia).

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Trabalho em Execução

Por meio de parcerias e acordos firmados, o Sistema Confea/Crea (Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia) constituiu grupos de trabalho e comissões temáticas para debater e encaminhar ações sobre todos os 17 ODSs, em especial os que envolvem temas como Fome Zero e Agricultura Sustentável, Igualdade de Gênero, Água Potável e Saneamento, Energia Limpa e Acessível, Indústria, Inovação e Infraestrutura, Redução das Desigualdades, Cidades e Comunidades Sustentáveis e Consumo e Produção Sustentáveis.

O presidente do Confea, engenheiro civil Joel Krüger, afirma que levar à prática os objetivos contidos na Agenda 2030 da ONU trará retorno e novas possibilidades de atuação a todas as categorias de engenheiros. “Os profissionais têm a oportunidade de se dedicar à investigação de soluções inovadoras e à criação de projetos para diversos setores”, disse.

Está em análise uma minuta de Memorando de Entendimento a ser firmado com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). A finalidade é oficializar a cooperação para trabalhar as metas da Agenda 2030 e os ODSs. Para Krüger, “esse acordo permitirá ao Confea uma produção inédita de conhecimento sobre desenvolvimento sustentável, como a promoção de qualificação do trabalho de fiscalização nas áreas da Engenharia e Agronomia associadas ao desenvolvimento da saúde pública, saneamento e gestões ambientais e de planejamento estratégico.

“A expectativa em relação ao documento que será assinado é de que as instituições troquem informações sobre conhecimento técnico a respeito das respectivas áreas de atuação. Outra linha de ação prevista é a de divulgar práticas associadas aos mandatos de ambas as organizações, tendo como meta o desenvolvimento humano sustentável, erradicação da pobreza, defesa do crescimento econômico e social inclusivos e sustentabilidade ambiental.

O entendimento também vai abranger a criação de atividades conjuntas, nos âmbitos nacional e estadual, para capacitar e acompanhar a implementação da Agenda 2030 e dos ODSs.

Pelo documento que será assinado, as instituições deverão compartilhar conhecimento técnico sobre as respectivas áreas de atuação; divulgar práticas que estejam alinhadas aos mandatos de ambas organizações, com foco no desenvolvimento humano sustentável e na erradicação da pobreza, no crescimento econômico e social inclusivos e na sustentabilidade ambienta, de forma integrada. A expectativa é de que o acordo seja firmado ainda este ano.

Ações em andamento

Em paralelo aos entendimentos que estão sendo realizados, o Sistema Confea/Crea já vem adotando iniciativas inspiradas nos ODSs e na Agenda 2030.

Os ODSs, por exemplo, foram tema de debate durante o 10º Encontro do Conselho de Associações Profissionais de Engenheiros Civis dos Países de Língua Portuguesa e Castelhana. Realizado em março deste ano no Rio de Janeiro, o encontro debateu novas ações, por meio das engenharias, para solucionar desafios nas questões sanitárias através de soluções inovadoras, resgatando a qualidade de vida de bilhões de pessoas no mundo. Representantes do Confea também levaram a discussão da Agenda 2030 para ser debatida em audiência pública na Câmara dos Deputados. O “Painel Agenda 2030” também foi apresentado durante a 76ª. Semana Oficial de Engenharia e Agronomia (Soea), realizado em setembro. No painel, foram discutidas formas de pensar cidades resilientes, comunidades sustentáveis e os reflexos da regularização fundiário no desenvolvimento sustentável das cidades.

Fonte: Texto publicado em Gazeta do Povo.

Após desistência do Chile, secretário propõe que Salvador ‘herde’ realização da COP 25

Após a desistência do Chile de realizar a 25ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 25) (leia mais aqui), Salvador pode “herdar” o evento. Isto porque o Secretário municipal de Sustentabilidade, Inovação e Resiliência (Secis), André Fraga, sugeriu nesta quarta-feira (30) ao prefeito soteropolitano, ACM Neto (DEM), que o encontro aconteça na capital baiana.

Após desistência do Chile, secretário propõe que Salvador 'herde' realização da COP 25

Foto: Jefferson Peixoto/Secom.

“Acho difícil [acontecer]. Mas enviei uma mensagem ao prefeito colocando a cidade à disposição. Inclusive, com o novo centro de convenções”, disse.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou no fim do ano passado, antes de ser empossado, que recomendou que não fosse realizada no Brasil a conferência (leia mais aqui). A gestão anterior, inclusive, participou das negociações para trazer o encontro para a capital baiana (leia mais aqui).

Salvador, inclusive, realizou neste ano a Semana do Clima, evento preparatório para a COP 25, que é organizada pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (UNFCCC) e pela prefeitura (leia mais aqui).

Texto Original: Bahia Notícias.

Criciúma/SC ganha 1 Caminhada Ecológica

Já imaginou praticar exercício físico, que faz bem para o seu corpo, e ainda ajudar a cuidar do meio ambiente?

O plogging, termo em inglês para corrida e coleta de lixo, foi criado para unir essas duas ideias. Basta sair para caminhar e coletar os resíduos que você encontrar pelo caminho. Foi pensando nesta causa que o Núcleo do Meio Ambiente da ACIC – Criciúma estará realizando sua 1a Caminhada Ecológica.

O evento é Realizado pelo Núcleo do Meio Ambiente e a Associação Empresarial de Criciúma/SC – ACIC e conta com o Apoio da FNEAS, ACEAMB, e-licencie, Adubooo, Palestras Beta, Blog 2Engenheiros, Fundação do Meio Ambiente de Criciúma – FAMCRI, Prefeitura de Criciúma, Quitanda e Lisi Cakes.

Para participar do evento basta inscrever-se no seguinte link: http://e-li.me/amb e estar a partir das 10 horas do dia 24/11 (domingo) em frente ao palco do Parque das Nações (Criciúma-SC).
Contamos com você nessa caminhada em prol ao meio ambiente!

FNEAS e AEAMBS-PE promovem o X SBEA em Recife

Foi realizado em Recife (PE) o X Simpósio Brasileiro de Engenharia Ambiental e Sanitária (Sbea). O evento reuniu pesquisadores, profissionais, estudantes, instituições públicas e empresas que apresentaram e discutiram trabalhos científicos, novidades, tendências e temas relacionadas à engenharia ambiental e sanitária.

Durante a solenidade de abertura,  o Confea esteve representado pelo eng. mec. Ernando Alves de Carvalho Filho. Na ocasião também foi exibido um vídeo em que o presidente do Confea, eng. civ. Joel Krüger, comenta: “É um prazer apoiar um evento como este que reúne profissionais fundamentais para o desenvolvimento sustentável do Brasil”.O  assessor da presidência do Confea e presidente da Federação Nacional das Associações de Engenharia Ambiental (FNEAS), eng. amb. e de seg. trab. Renato Muzzolon Junior, relembrou a trajetória do saneamento no país, homenageando o pioneiro da Engenharia Sanitária e Ambiental no Brasil: Francisco Saturnino Rodrigues de Britto . “Nós – engenheiros ambientais e sanitaristas – precisamos trabalhar pela universalização do saneamento no Brasil”, declarou Muzzolon Junior.

O Sbeas tem como objetivo debater os temas da atualidade nas questões ambientais e de sustentabilidade, abrir o leque de relações e promover a interação da engenharia com toda a sociedade e com outras profissões que militam no segmento.

O Simpósio, ocorreu do dia 8 a 11 de outubro e reuniu cerca de 700 pessoas no Centro de Convenções de Pernambuco. Para saber mais sobre a programação, clique aqui.

Fonte: Fernanda Pimentel
Equipe de Comunicação do Confea

Renovação e participação feminina marcam o CNP

Uma das grandes marcas do Congresso Nacional de Profissionais (CNP) é a perspectiva do Sistema em rever os rumos das profissões, além de alinhar condutas que correspondam às diretrizes de interesse público e também ao cotidiano das atividades profissionais. Em sua 10ª edição, o CNP apresentou resultados positivos em relação à renovação de participantes e a ampliação e atuação do número de mulheres no debate. Nesta edição, dos 510 participantes, 120 eram mulheres, que estiveram atuantes sejam como delegadas sejam como integrantes da mesa diretora dos grupos.

A renovação e a participação feminina no CNP podem ser representadas pelas engenheiras Dalila da Silva (22 anos), Vanessa Tres (27 anos) e Julia Laís Ribeiro (27 anos), que no decorrer dos três dias do CNP participaram como segunda relatora, vice-secretária e delegada, respectivamente. Conheça um pouco mais sobre a trajetória dessas mulheres que com suas ideias e posicionamentos contribuíram para oxigenar os debates do CNP e do Sistema Confea/Crea, consequentemente.

Dalila da Silva.

A engenharia civil baiana Dalila da Silva, recém-formada pela faculdade Dom Luiz de Orleans e Bragança, em Ribeira do Pombal (BA), conta que ao receber o registro do Crea, em abril deste ano, teve conhecimento sobre a etapa microrregional para o 10º Congresso Estadual de Profissionais (CEP), em sua cidade e resolveu participar. Dalila explica que então ficou sabendo do que se tratava o Congresso e todas as etapas que ele percorreria, toda sua estrutura e o quão importante ele é para a vida profissional. “Saber que o Sistema Confea/Crea, durante 10 edições, vem coletando ideias, propostas de profissionais de todos os cantos do país, em prol da melhoria de todo o Brasil, através da atuação de todas as engenharias, agronomia e geociências atuantes na sociedade, foi algo incrível, pois no tempo de discente não tinha dimensão de tais procedimentos. “, comenta a engenheira, que complementa: “Seguindo os protocolos do evento, fui eleita para representar a inspetoria de Ribeira do Pombal no 10º CEP, e assim, me sentindo muito privilegiada, também fui eleita para representar o meu amado estado no Congresso Nacional.” Ela relata que foram dias de imenso aprendizado, até porque foi eleita na mesa geral do CNP como segunda relatora, oportunidade que, segundo ela, foi um divisor de águas para sua carreira profissional.
Sobre a participação de jovens e mulheres, Dalila avalia como bastante significativa e algo que tende a crescer cada vez mais. “Em um Sistema onde ao longo do tempo, e ainda hoje, é composto em sua maioria por homens, ver mulheres atuando de forma tão brilhante, inovadora, é motivo de muita alegria. Além do intercâmbio entre os profissionais mais jovens e veteranos traz ganho, o jovem renova, traz em si o que é próprio da idade, a ousadia, a busca constante pelo novo e o desejo de, assim como os mais experientes, construir sua história e contribuir com o crescimento da sociedade”, declara.

Vanessa Tres.

Vanessa Tres, que é engenheira ambiental formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), conta que o estágio na Associação Paranaense dos Engenheiro Ambientais (Apeam), da qual se tornaria vice-secretária depois de formada, contribuiu para aproximá-la do Crea Paraná. A partir de então, surgiu a oportunidade de participar do Congresso Estadual de Profissionais (CEP), no estado, quando se candidatou à delegada sem mandato para a etapa Nacional.
Já em Palmas,a engenheira compôs a mesa diretora como vice-secretária do Grupo Amarelo. “Nunca havia ocupado um cargo de mesa e entender como funciona o trâmite para deliberação das propostas foi uma experiência engrandecedora. Tenho curiosidade em ocupar outros papéis como participante, relatora, secretária, enfim, vivenciar sob vários lados esse debate”, disse Vanessa. Sobre a participação feminina, Três acredita que cada  vez mais mulheres buscam a engenharia e agronomia como profissão, mas é visível que são poucas que ocupam espaços de tomada de decisão e cargos representativos.  “Então, se buscamos uma sociedade mais igualitária, com os mesmos direitos e deveres entre mulheres e homens, não seria diferente em momentos decisivos como o CNP, onde nós mulheres temos tanta capacidade quanto homens na discussão de estratégias da engenharia e agronomia para o desenvolvimento nacional”.

Julia Lais.

Julia Laís Ribeiro é engenheira sanitarista formada pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), no final de 2016. Ela  relata que sua trajetória junto ao Sistema teve início com a participação em alguns eventos do Crea e, posteriormente, quando se uniram para a criação da Associação dos Engenheiros Ambientais e Sanitaristas, a qual ajudou na fundação,  realizada no dia 31 de janeiro deste ano, e da qual integra a mesa diretora como primeira secretária.
Sobre sua participação no CNP, Julia destaca o ineditismo em participar, ouvir e ser ouvida não só dentro do grupo de trabalho, mas também nos intervalos e corredores com outros colegas de trabalhos de diversas áreas e regiões do Brasil. “Consegui enxergar onde estão as dificuldades e perceber que podemos nos unir para mudar aquilo que sabemos que na prática não funciona ou prejudica a classe. “, disse. Julia acredita que a participação feminina e da juventude no Sistema ainda não é a ideal, mas reconhece que existe um movimento para melhorar a representatividade. “Fico muito feliz em poder representar, não só as mulheres como também os jovens, e mostrar que é possível que nós também façamos parte das tomadas de decisão da nossa classe.”, comemora.  Julia ressalta que participou do Grupo de Trabalho Verde em que duas das três pessoas que compunham a mesa diretora eram mulheres.

A partir desses relatos, a esperança é que em sua 11ª edição o CNP possa apresentar números ainda mais positivos sobre a participação feminina, que hoje está em 21%. Iniciativas como o Programa Mulher, lançado na 76ª Soea, tem como objetivo a elaboração de políticas atrativas para mulheres engenheiras, agrônomas e da área das geociências dentro das diversas entidades de classe e Conselhos Regionais, a fim de ampliar a participação feminina de forma protagonista em todas as esferas do sistema profissional.

Fonte: Equipe de Comunicação do Confea