FNEAS PROMOVE O 1º WORKSHOP “ASSOCIATIVISMO NA PRÁTICA”

O plenário do Confea recebeu, nesta quarta-feira (18/8), engenheiros ambientais e sanitaristas de todo o Brasil durante o 1º Workshop “Associativismo na Prática”, promovido pela Federação Nacional as Associações de Engenharia Ambiental e Sanitária (Fneas). Durante a manhã foi realizado o lançamento do Manual de Orientação para a Criação de Novas Associações. “É um passo a passo de como montar uma associação, e serve não só para engenheiros ambientais. Fizemos em parceria com o Confea. Levem, distribuam, façam chegar à ponta”, conclamou o presidente da Federação, eng. amb. Renato Muzzolon Júnior.

O discurso da vice-presidente da Fneas, eng. amb. e civ. Liane Costa, foi marcado pela recomendação do associativismo como prática profissional. “É prazeroso e o resultado aparece, a exemplo deste evento de hoje. É um esforço coletivo e, por isso, acabamos conhecendo pessoas com quem convivemos mais do que com familiares”, brincou, antes de se colocar à disposição do público presente e agradecer a confiança dos colegas de diretoria da Fneas.

Tanto Muzzolon quanto Costa agradeceram ao Confea pelo espaço concedido para a realização do evento, ao que o presidente do Conselho, eng. civ. Joel Krüger, respondeu: “este espaço é de vocês. O Confea é dos profissionais. Estou aqui colocado como gestor, como síndico, mas o espaço não é meu. Quando estiverem em Brasília, venham visitar”, disse, ao se dirigir aos internautas que acompanhavam o evento pela transmissão ao vivo (link no final desta matéria).

Durante sua fala, Krüger pontuou sobre o crescimento da participação dos engenheiros ambientais nas discussões do sistema profissional e manifestou satisfação por ver um público jovem participando do Workshop. “Precisamos dos jovens profissionais para fazermos as mudanças necessárias. Se ficarmos com os conceitos arcaicos, não conseguiremos avançar. Duas palavras que cobro muito da equipe são: inovação e velocidade”, colocou.

O evento foi prestigiado, ainda, pela presidente do Crea-RS, eng. amb. Nanci Walter, primeira dirigente de Conselho Regional da área da Engenharia Ambiental. “Este ano, completo 21 anos de formada, sou da primeira turma de Engenharia de Meio Ambiente do Brasil. Escolhemos uma profissão nova”, disse, ao defender que os engenheiros ambientais devem se aproximar das instituições. “Urge que nos organizemos, as entidades de Engenharia Ambiental têm de ter assento nas câmaras especializadas de Engenharia Civil. Há demandas pela criação de câmaras nossas, mas não podemos criar a câmara sem antes aprendermos a nossa função e a dialogar. Precisamos ocupar os espaços sem brigar”, orientou.

Ao dar início ao Workshop, Muzzolon afirmou que o evento é aberto a todas as associações de profissões abrangidas pelo Sistema Confea/Crea e Mútua. “O associativismo é a base do nosso sistema profissional”, pontuou o engenheiro ambiental, primeiro presidente da Fneas, entidade que, fundada em 2018, congrega 35 associações profissionais. “Agradeço a todos que vieram. É isso que vai nos fazer crescer como profissionais, além de agregar muito ao Sistema Confea/Crea e Mútua”, concluiu. Em maio último, o Plenário do Conselho Federal aprovou o credenciamento da Fneas no Colégio de Entidades Nacionais, tornando a Federação integrante oficial do fórum consultivo do Confea.

Após os discursos de abertura do evento, Muzzolon entregou placa de homenagem ao presidente do Confea. A ação antecedeu a solenidade de entrega da comenda Engenheiro Sanitarista Saturnino de Brito, concedida a 11 profissionais da Engenharia Ambiental, entre eles Nanci, Liane e Muzzolon.

Oportunidades de trabalho 

O 1º Workshop “Associativismo na Prática” seguiu com sua programação até 19h desta quarta-feira. Geração de empregos e representatividade estiveram entre os temas do diálogo. 

Mariana Druszcz, da Associação Paranaense de Engenheiros Ambientais (Apeam), demonstrou como a criação de parcerias com o Crea e outras entidades pode gerar oportunidades para os profissionais. “Nosso foco é mostrar para a sociedade o que o engenheiro e a engenheira ambiental e sanitarista são capazes de fazer e contribuir. Criar essa articulação é importante para a geração de empregos”, comentou, ao listar algumas ações da entidade criada em 2007. Entre elas, estão a realização de debates em lives; palestra com o tema “Me formei e agora?”, sinalizando para estudantes e recém-formados diversas áreas de atuação; grupo de trabalho para discutir atribuições com o Crea; comunicação integrada com associações; campanhas de reconhecimento dos profissionais; participação de comitês e conselhos municipais; e aproximação com instituições de ensino.

O trabalho da Associação dos Profissionais de Engenharia Ambiental do Espírito Santo (Apea-ES) também foi apresentado ao público. Atuação junto a prefeituras, compartilhamento de mensagens sobre experiências profissionais em grupos de WhatsApp e cooperação com o Instituto Federal do Espírito Santo para viabilizar programa de estágio são algumas das iniciativas de valorização dos profissionais, segundo Marianna Barcelos, presidente da entidade que funciona desde 2013.

Verificação de regras em editais de concursos públicos que ofertam vagas para engenheiros e contato com empresa júnior de engenharia são outras iniciativas ligadas diretamente à promoção de empregos no setor, como salientou Guilherme Silva, representante da Apea-DF, fundada em 2019.

Atuação em conselho profissional 

O papel do engenheiro ambiental no Conselho foi outro tema discutido à tarde. A conselheira titular do Crea-GO, Wanessa Rocha, falou das responsabilidades diante do público. “Você se torna referência para os estudantes, para os colegas. O pessoal tira dúvidas com a gente sobre resolução e atribuição. Então você tem que saber lidar com toda essa situação”, descreveu, pontuando que, apesar das inúmeras obrigações, o trabalho é gratificante e gera aprendizado técnico. 

O trabalho do conselheiro é também alavancar as associações, segundo Giuliano Battisti, do Regional do Espírito Santo, já que a partir de parcerias com o Crea é possível obter recursos humanos, de informação e infraestrutura. 

O conselheiro pelo Crea-PR, por sua vez, destacou que “a representatividade das entidades dentro do Sistema tem como núcleo importante a presença nos diversos níveis decisórios”, desde as comissões permanentes até o plenário do Confea, passando pelas câmaras especializadas. “A nossa participação nas deliberações do Sistema é uma estratégia que temos que ter, em termos de categoria nacional”, disse Bruno Otsuka.


Confira o evento completo no Youtube:

PARTE I

PARTE II

PRODUÇÃO DA MATÉRIA:
Beatriz Craveiro e Julianna Curado 
Equipe de Comunicação do Confea
Fotos: Marck Castro/Confea

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